Muito antes mesmo da existência se firmar em definitivo,
Só havia o zero, e ele era o vazio do tudo ou do nada,
Pois só havia, naquele tempo, trevas e massa gaseificada.
Num processo evolutivo, o zero se fez negativo e positivo,
Numa explosão de energia criando luz e força gravitacional
e esse início avassalador desencadeou a evolução no sideral.
Era o começo e o fim de tudo e a percepção da relatividade;
Naquela existência de complexicidade, nasceu a singularidade.
é aí que reside a beleza da vida, na diferença e na diversidade;
O universo em evolução caminha em passos largos à eternidade.
Depois, muito depois, veio o homem que o dividiu em eras:
Passado, presente, futuro, não se sentia seguro, eram quimeras
Na verdade, o tempo é uma sensação que há em nossa visão,
E o espaço imensurável, não tem limite, nem fim, nem divisão.
Olha toda grandeza! Só vê beleza, cores e luzes em profusão,
São tão vibrantes, fortes e fascinantes que lhe ofuscam a visão.
Ah! Se agora pudéssemos pô-las num poema, num único verso.
Para nós poetas seria um sonho, seria uma grande realização…
Na amplidão, quantas estrelas pairam virgens do olhar humano!
Bailam, mudam de direção, cintilam em distâncias inacessíveis.
Navegando por entre nebulosas sem fim, em espaços invisíveis.
E a todo instante, nasce um novo astro, num processo arcano.
Há bilhões de anos, tudo começou no caos, com o Big Bang.
O caos aos poucos se organizou, dando origem ao Universo,
Desencadeando-se num acelerado e ininterrupto processo.
Lei universal, que até hoje, não foi contestada por ninguém.
E assim o criador nos legou o Universo em prosa e verso.
A terra partícipe do sistema solar ganhou de presente a Lua,
Satélite, espelho do sol,que alumia a noite. Massa fria e crua;
Presa a Terra por gravidade, que em sua volta não para de girar.
O sol, reator maravilhoso, nos ilumina durante o dia sem parar.
Assim, Deus criou o universo com o encanto que nos extasia;
Criou o mar, a flor, o ar, a terra, o amor e a poesia…!
José Luiz de Sá,
Natal 30 de setembro de 2011